quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

A ROSA E A ESTRELA: A relação do movimento Rosa-Cruz com a Tradição Stellamare

 Por Draco Stellamare

Este texto foi escrito originalmente como uma introdução a uma das seções de leituras passadas aos iniciados da CSM.

Esta versão pública foi devidamente editada com a retirada dos conteúdos internos.

 

Desenho de uma pessoa

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1. Virgem Maria no Hortus Conclusus – Atribuído a Matthias Grünewald (1480-1528)

 

O rosacrucianismo foi um movimento esotérico, místico e filosófico originado no início do século XVII na atual Alemanha, em um contexto social de tensões relacionadas à Reforma Protestante e a progressão das tendências que se condensariam no Iluminismo do século XVIII em diante. Muitas e diferentes vertentes desse movimento se desdobraram – na maioria das vezes sem relação direta com suas origens – nos séculos que se seguiram à sua exposição ao público, impactando outras organizações esotéricas do Ocidente, o ocultismo moderno e até mesmo algumas vertentes de bruxaria, como é o caso da nossa Tradição Stellamare que assimilou elementos do rosacrucianismo germano-austríaco e a própria Wicca Gardneriana, que foi forjada a partir das iniciações e vivências possibilitadas a Gerald Gardner no interior de uma irmandade rosa-cruz inglesa: a Crotona Fellowship. O presente texto tem a intenção de abordar o início desse movimento, sua essência e – mais especificamente – a cadeia de desdobramentos que leva esse esoterismo a se cruzar com a história da Tradição Stellamare e sua reorganização contemporânea.