Por Draco Stellamare
"...da la catena tua xe libero"
Na primeira parte deste texto abordei alguns aspectos gerais sobre quem ou o que pode ser considerado o “Diabo das Bruxas”. Como tudo que se esforça para atingir alguma amplitude, percebemos que há diferentes possibilidades a considerar e eu reconheço que num primeiro momento isso pode dar a impressão de ser uma retórica vaga. Agora, nesta Parte II, irei favorecer o contexto mítico e folclórico do diabo em nossa tradição, fazendo pontuais expansões convenientes para outras áreas.
Muito do que será aqui tratado foi abordado em meu ensaio O Verdadeiro Evangelho das Bruxas, na antologia A Arte Inominada, publicada pelo selo Tria Sabbatica. Nele, tratei de destrinchar uma parcela significativa da importância do Gênesis bíblico em algumas bruxarias e o caráter tanto primordial quanto opositor e ctônico de Lucifero em nossa cosmovisão. Nesta Parte II irei revisitar alguns destes conceitos em alguns momentos, porém de modo mais restrito e não atrelado às outras sendas de mitologia que formam a cosmovisão da bruxaria tradicional – para quem desejar conhecer essa abordagem, recomendo fortemente o ensaio indicado.