Por Draco
Stellamare
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Il Barbagianni - Valentine Cameron Prinsep (1838-1904) |
Começo
a escrita deste texto proclamando o meu mais absoluto respeito e temor
reverencial àquelas que são a primeira corporificação manifesta do útero do
qual tudo surgiu, Senhoras dos pássaros e da noite, que se assentam sobre a
copa da Figueira e assistem aos encontros e desencontros da vida terrena. Que
minhas palavras escritas sejam condizentes com a dignidade daquelas que são
proferidas pela minha boca, e daquelas que ecoam nos meus pensamentos, oriundas
de meu coração.
Muito
se fala sobre a palavra strix como a raiz mais provável da própria
terminologia strega (bruxa, em italiano), e variantes como strie
(friulana centro-oriental) e striga (em dialeto liventino). Contudo,
noto que há pouca clareza sobre o significado dessa palavra e o que ela veio a
designar a partir de sua evolução em diferentes tradições mediterrâneas. Parte
dessa falta de clareza, partilhada por outras vertentes, induz os piores
problemas que as pessoas conseguem para si mesmas quando cruzam o caminho da
bruxaria e agem com despreparo, intencional ou acidental. A razão deste texto,
escrito após eu ter de lidar mais vezes do que gostaria com a pacificação das
“avós da criação” visando a saúde comunitária, é permitir que informações
seguras e responsáveis cheguem a quem não deseja ser parte do problema.