Por Draco Stellamare
Il Barbagianni - Valentine Cameron Prinsep (1838-1904)
Começo
a escrita deste texto proclamando o meu mais absoluto respeito e temor
reverencial àquelas que são a primeira corporificação manifesta do útero do
qual tudo surgiu, Senhoras dos pássaros e da noite, que se assentam sobre a
copa da Figueira e assistem aos encontros e desencontros da vida terrena. Que
minhas palavras escritas sejam condizentes com a dignidade daquelas que são
proferidas pela minha boca, e daquelas que ecoam nos meus pensamentos, oriundas
de meu coração.
Muito se fala sobre a palavra strix como a raiz mais provável da própria terminologia strega (bruxa, em italiano), e variantes como strie (friulana centro-oriental) e striga (em dialeto liventino). Contudo, noto que há pouca clareza sobre o significado dessa palavra e o que ela veio a designar a partir de sua evolução em diferentes tradições mediterrâneas. Parte dessa falta de clareza, partilhada por outras vertentes, induz os piores problemas que as pessoas conseguem para si mesmas quando cruzam o caminho da bruxaria e agem com despreparo, intencional ou acidental. A razão deste texto, escrito após eu ter de lidar mais vezes do que gostaria com a pacificação das “avós da criação” visando a saúde comunitária, é permitir que informações seguras e responsáveis cheguem a quem não deseja ser parte do problema.
Caso
você, leitor, discorde do que será tratado a seguir – como é seu direito – e
opte por se aventurar de forma imprudente, a única coisa que tenho a dizer é: sinto
muito.
Em
diversas tradições, podem ser observadas representações míticas de “bruxas
primordiais”, espíritos em geral não-humanos que são percebidos como parte
mulher e parte pássaro, e cujo domínio sobre a magia e o temperamento hostil as
fazem temidas pela raça humana. Os críticos à mitologia comparada precisam me
dar uma trégua, pois o que falo é de uma perspectiva iniciática pertinente a
tradições de locais e contextos culturais muito distintos entre si, porém que a
nível espiritual e na confluência brasileira de culturas se comunicam diretamente.
Na
strigaria vêneto-friulana – como o próprio nome já dá a entender – as
bruxas humanas são nomeadas de striga/stria e strigon/strion
por associação de seu parentesco – às vezes literal e às vezes metafórico – com
a striga/strix mitológica. Nesse contexto, a striga é uma
das bruxas primordiais, não-nascidas, que se originou do mar sagrado de antes
da criação do mundo conforme foi interpretado à luz do Gênesis bíblico.
Diferente da Befana, a “velhinha” que é uma bruxa boa, humanizada, e que
interage dentro das normas culturais, a striga primordial é um ser muito
superior e alheio à moralidade humana. Ela detém um compromisso com as próprias
bases da criação cósmica, porque ela é parte do útero divino que gerou o
próprio Cosmos. Tudo que existe nele, e mesmo para além dele, deve sua
existência à raça formada por essas bruxas primordiais. Não por acaso, elas
estão intimamente ligadas à Mãe Divina, a Trivia, e às Senhoras do Sabbat,
as divindades clânicas que personificam para uma determinada linhagem ou grupo
essa deidade feminina suprema. Pelo mesmo motivo muito do que se faz em relação
a elas está sob a sombra do relacionamento com a Madonna, e simbolizado pela
encruzilhada de três caminhos, pela fiação do destino e pelas três cores da
deusa primordial: branco, vermelho e preto.
No
mundo eslavo, strzyga tem a mesma raiz linguística, designando o mesmo
tipo de criatura noturna e predadora. Nesse contexto é enfatizada sua natureza
“dupla”, de duas almas, dois corações, que contém em si um mistério sobre a
dualidade cósmica. Para algumas tradições, elas possuem as mesmas
características da striga friulana, para outras, existem terminologias
específicas para tais seres e o termo strzyga se volta a seres de uma
natureza mais próxima de entidades vampiras. Relacionadas a elas, estão as
bruxas míticas das florestas e da selvageria, como a famosa Baba Yaga, Zlata
Baba e Baba Pehtra.
Em
terras iorubá, a mesma ideia sobre tais seres que são bruxas primordiais
representadas como mulheres-pássaro toma forma no culto de Ìyàmi Òṣòròngà. Sua
presença é tão temível que o próprio pronunciar de seu nome é evitado, sendo
elas referidas como Ẹlẹ́yẹ, as “senhoras dos pássaros”. Na Nigéria e arredores,
o culto mais difundido de Iyami ocorre através de oferendas de pacificação
(ipese), visando reparar ofensas cometidas contra elas ou diminuir sua ira, e
assim poupar as pessoas que se tornaram vítimas de seu ódio. Existem pactos secretos
com elas, que podem ser feitos por quem detém o conhecimento ou herdados por
linhagem familiar, e que tornam o pactuado um oṣó (bruxo) ou àjẹ́ (bruxa). Embora
sejam considerados artifícios bélicos dos mais poderosos – capazes de destruir
os inimigos de quem sabe instrumentalizá-los –, esses pactos também são
profundamente rígidos, e à menor quebra das regras que o norteiam o poder
conferido por meio dele pode ser perdido, atraindo inclusive a ira das Ẹlẹ́yẹ.
Para a maioria das famílias que possuem esse culto, uma das regras do pacto é
jamais declarar-se como pactuado, o que frente ao que mais ocorre no Brasil
atualmente nos coloca para pensar com cautela.
Nas
tradições afro-brasileiras – tal como no culto iorubá – Ẹlẹ́yẹ encontra um posto
de absoluto respeito e reverência, ou pelo menos encontrava antes de versões
comerciais deste culto aportarem em nosso país e antes do advento do degradante
“witchtok” – a comunidade de interessados em práticas mágicas no TikTok. As
raízes deste culto no Brasil voltam-se à dois elementos principais: (i) a
formação dos primeiros terreiros e linhagens “nagô” (sucessões iniciáticas de
matriz iorubá, pura ou sincrética, como se pode mencionar as casas matrizes do
candomblé ketu e a entrada do culto de orixá na macumba carioca que hoje é em
parte conhecida como omolokô); e (ii) as irmandades católicas que preservaram
segredos africanos de modo velado, como a Irmandade de Nossa Senhora da Boa
Morte, em Salvador. Por muito tempo, Ìyàmi Òṣòròngà permaneceu um assunto cuidadosamente
velado e respeitado, acessado por meio de linhagens específicas como a da NS da
Boa Morte ou por intermédio do orixá Oxum, algo existente em macumbas antigas e
que ao contrário do que muitos pensam continua a ser praticado. Hoje, com a
banalização do tema nas redes sociais e a propagação de desinformação, muita
gente entende que seja lícito ou benéfico abordar livremente esses seres
primordiais, sob a premissa – similar à infelicidade que se acometeu sobre
Lilith – de que elas são espíritos femininos em realidade benfazejos, mas que
foram “demonizados” pelo patriarcado injustamente.
Ainda
falando de Brasil, em espiritualidades do Norte e Nordeste muito se diz também
sobre as Matintas, mulheres-pássaro e bruxas temidas das quais uma das mais
famosas é a “Matinta Pereira”. Talvez da mesma forma que o feminismo
descontextualizado de compreensão histórica elegeu Lilith como uma “mãe
empoderada”, pessoas que buscam aproximar-se dos seres míticos indígenas
(muitas vezes de boa-fé) acabam atribuindo às Matintas um papel de “aliadas
compreensivas” que não é nem real e nem seguro num viés tradicional. No caso,
para entender como a tradição de matriz indígena olha para esses seres as
pessoas precisariam dialogar com a pajelança, a encantaria ou outros cultos que
conhecem os seus mistérios – algo raramente buscado.
Abordei
apenas algumas das representações tradicionais das bruxas primordiais, optando
por falar das inerentes à minha tradição e das que são mais visíveis no
imaginário da nossa comunidade brasileira. Nesses poucos parágrafos, já podemos
ter uma ideia assustadora do quanto o respeito e temor devido a esses seres
está se convertendo em uma fetichização inconsequente.
Em
todas as vertentes tradicionais que tive contato, é amplamente conhecido que as
bruxas primordiais ODEIAM o ser humano.
Perceba,
eu não disse que elas são um “feminino rebelde”, ou que elas são um “caos
construtivo”. Nem que “elas nos desafiam para que cresçamos” ou que elas “refletem
a nossa sombra”.
Eu
disse que elas ODEIAM a raça humana.
E
quando você odeia uma coisa muito menor e menos relevante na teia cósmica do
que você, e essa coisa insiste em entrar o tempo todo no seu campo de visão,
você quase certamente decidirá destruí-la em algum momento. Seja com um pisão
imediato, seja com um lento atormentar que te permita usufruir do longo sofrimento
de quem te despertou esse rancor. A imagem mais ilustrativa seria uma mulher
com uma lupa diante de uma formiga, ela pode escolher ignorar a formiga,
escolher pisar nela, ou perturbá-la com sadismo usando a lupa até se cansar e
fritá-la de uma vez.
As
razões desse ódio primitivo são um tema profundo e complexo. Enquanto seres que
evoluíram para ter uma preponderância do raciocínio como forma de sobrevivência
nós nos aproximamos muito mais de um desequilíbrio sistêmico com o Cosmos do
que os outros animais, as plantas e outros seres vivos. A humanidade age como
um câncer corroendo o meio ambiente e desconectando-se de inteligências
espirituais que estão por trás do funcionamento dele. Essa desconexão, e a
soberba com a qual a humanidade se julga superior a todos os outros seres (inclusive
os espirituais) podem ser um dos motivos para o ódio das strighe, mas
certamente não é o único. O desprezo social e cultural pelo feminino é também
uma grande afronta. Ao desrespeitar a mulher por ser mulher,
desrespeita-se o útero, não somente o útero humano, mas o da própria Criação.
Engana-se
quem acredita que sendo defensor do meio-ambiente e contrário ao machismo estrutural
alguém escapará do rancor de striga. Desde tempos romanos, elas são
conhecidas por atacar crianças vulneráveis – inclusive recém-nascidas –, tirar a
virilidade dos homens ou travar a fertilidade das mulheres, e orquestrar todo
tipo de disruptura ao que o ser humano idealiza como uma vida tranquila e
feliz. O rancor das “avós da criação” em relação à humanidade não é algo
negociável, ou que possa ser vencido por indivíduos desconstruídos e munidos de
boas intenções. É algo estrutural da própria história do nosso mundo, algo que
existe por razões muito maiores do que nós, reles mortais de curta vida.
Em que pese o ódio ser direcionado a toda a humanidade, ele pode se tornar pior em relação aos indivíduos que atraem a atenção das bruxas primordiais para si. A exceção, não em termos de um amor maternal mas em termos de maior tolerância, é em relação às pessoas que descendem indiretamente de striga. Uma bruxa humana que está ligada às bruxas primordiais por sucessão sanguínea ou por pacto – seja ela uma àjẹ́, uma striga (humana) ou qualquer outro nome que se dê naquele contexto – tem menos chances de ser atacada pela ira das senhoras-pássaro, e goza de um espaço um pouco maior para negociar com elas e assim pleitear que poupem uma vida ou “sugerir” que a consumam de vez. Contudo, essa tolerância e maior proximidade não é um salvo-conduto inquebrável. O bruxo ou bruxa que – querendo ou não, conscientemente ou não – desrespeitar o tênue equilíbrio no qual pende a tolerância Delas pode ser igualmente massacrado pelo seu ressentimento.
Tenho
me deparado sucessivas vezes com pessoas que por qualquer motivo estão em dívida
ou deliberadamente sendo atacadas por striga/Iyami/matinta etc. E
isso é sintomático, e os sintomas são múltiplos. O mais notório e comum são
problemas nas vísceras, principalmente trato digestivo, desde problemas leves
recorrentes, até algo drástico e potencialmente fatal. Outro sintoma é loucura,
um gradual ou rápido descolamento da realidade e relevante tormento psíquico.
Outro são pesadelos e outras formas de terrores noturnos. Outro ainda é um
inacreditável azar com todas as pequenas coisas da rotina e uma série de
acidentes sucessivos. O fim da linha é a morte, vindo rápida ou somente após
uma vida que se prolonga ficando mais miserável do que precisaria ter sido.
Agora
vamos as causas? Elas também são múltiplas.
São
ritos inventados para se aproximar Delas sem conhecimento ou legitimidade
ancestral para isso. São falas “inocentes” tidas como soberbas quando ouvidas por
Elas. São quebras de juramento daqueles que estão pactuados, ou afronta aos
valores da linhagem por aqueles que nasceram nesse “sangue bruxo”. São más
execuções de práticas tradicionais não orientadas corretamente por iniciadores,
seja por má-fé ou simples desconhecimento. São falas que revelam mais do que
deveriam. São comportamentos misóginos ou desrespeitosos ao poder de concepção
e criação da natureza. E por fim, também coisas que fogem à nossa compreensão
humana e parecem “sem sentido” ou “injustas”.
As
formas que a humanidade possui de apaziguar essa ira, graças às tradições
mágicas, usualmente requerem sacrifício de partes de animais recém-abatidos
para consumo, de modo a dar à striga o mesmo que ela tomaria para si se
prosseguisse sua ofensiva contra a vítima até o fim. Para fazer estes ritos, seja
por meio do rito prescrito pela strigaria – que os curiosos podem vislumbrar
nos registros do Santo Ofício – seja por meio do ipese da matriz
africana – que podem ver num bom terreiro – , quem performa o ato deve
ter uma via de acesso às bruxas primordiais que não esteja corrompida.
Em termos mais claros: deve ser um iniciado no culto em que tal rito ocorre, ou
alguém que detém o “sangue” e conhecimento correto, e que estejam sendo
tolerados pelo julgamento Delas até aquele momento.
E
adivinhe? Isso tem custo. E dá trabalho. E se for feito errado piora a
situação.
Diferente
de outras abordagens dedicadas a apaziguar outras forças essa não pode
ser feita em caridade, pois então não será aceita. Salvo, apenas, se for feito
para um familiar próximo ou para alguém sob responsabilidade do iniciador/sacerdote,
e nesse último caso se o iniciado/aprendiz não tiver procurado o problema por
conta própria e fora dos limites da tradição e da comunidade em que a intervenção
emergencial é cabível.
O
ego inflado é um dos piores venenos para quem convive com a magia.
Ao
supor que se compreende demais sobre as bruxas primordiais, que está ileso de
ser amaldiçoado por elas, ou que elas não são tão perigosas quanto “o
patriarcado” diz, muitas pessoas principiantes e até mesmo muitas já
experientes em seus caminhos mágicos arriscam ser envenenadas e eventualmente
padecer pela retaliação de striga. Portanto, acreditem quando digo – de coração
aberto e verdadeiramente preocupado com o bem-estar de pessoas do nosso meio – que
seres como Striga, Strzyga, Ìyàmi Òṣòròngà, Matinta, Lilith e outras mulheres-pássaro
lidas como “bruxas primordiais” NÃO SÃO CAMPOS SEGUROS DE EXPERIMENTAÇÃO. Toda
a desgraça que você dificilmente conseguiria atrair para si mesmo experimentando
práticas ecléticas com divindades olímpicas, com deuses egípcios, com santos,
com a baixa da égua que seja, VIRÁ DE ALGUM MODO se você direcionar essa
experimentação criativa às avós da criação e tiver o azar de ser ouvido por
elas. Se só o pensamento, a fala, ou atos aparentemente não-relacionados a elas
podem atrair sua fúria e exigem ritos de sangue para reparação, imagine se você
efetivamente abordá-las fora das parcas situações em que elas toleram ser incomodadas?
“Ah
mas existem pessoas que cultuam Lilith como face da deusa wiccana e estão bem”
Se
eu começar a chamar meu gato de Adolf Hitler ele vai continuar ronronando
quando eu fizer carinho nele. Pode ser que paire sobre ele uma má impressão,
mas com sorte nada além disso vai acontecer. Já se eu fizer rituais
direcionados à invocação dos mortos, e der o azar de invocar o espírito do
ditador do bigodinho sem saber mandá-lo embora, tenho certeza de que terei
muitos problemas para resolver. Isso é um exemplo escrachado para ilustrar que
os nomes dos seres espirituais podem adquirir outros significados ao longo da
história e passar a designar outros seres que podem ou não ter ligação com os
detentores originais de cada nome. Ou você realmente acredita que a deusa
Astarte, padroeira da fertilidade, é o violentíssimo arquidemônio Astaroth, só
porque o nome de um deriva de uma campanha religiosa de demonização do outro? Maria
Mãe de Jesus e Maria de Padilla tem o mesmo nome também, e nem por isso saúda-se
na igreja católica uma Nossa Senhora do Cabaré. Há de se ter um pingo a
mais de bom senso e não olhar para o mundo espiritual como se ele fosse uma
realidade infantil, simplista e alegórica. Ele é tão complexo quanto o nosso,
se não mais.
Dito
isto, eu também conheço pessoas que acreditam em Lilith como essa face
provocadora da deusa wiccana e vivem seus dias em paz. Que bom para elas! Mas
também conheço MUITAS pessoas que foram brincar com o culto eclético de qualquer
coisa com o nome de Lilith, de diferentes formas ou vertentes – incluindo as
que a equiparam à deusa-mãe da Wicca – e sofreram todo tipo de prejuízo
possível. Inclusive prejuízo a pessoas próximas, que nada tinham a ver com o “culto”.
O mesmo posso dizer que está acontecendo cada vez mais com Ìyàmi Òṣòròngà. E
infelizmente começo a ver indícios de que com as outras denominações de bruxas
primordiais também.
Pode
parecer que estou sendo crítico ou preconceituoso em relação ao sagrado
feminino, mas não estou. É de um profundo respeito e reverência que surgiu a
necessidade de escrever este texto. As strighe são o que existe de mais
ancestral e poderoso em bruxaria tradicional, e isso significa que devemos
honrar o poder que advém delas e o papel que possuem na estrutura do Cosmos.
Mas esse “honrar” não envolve confundi-las com divindades acessíveis, compreensivas
ou seguras de se aproximar sem o mais justificável dos motivos e a maior
cautela permitida pelos conhecimentos tradicionais. Reconhecer que uma leoa
selvagem é perigosa, e por isso evitar cruzar o caminho dela sem necessidade,
não é menosprezá-la, é RESPEITÁ-LA.
Existem
outros seres femininos com muito poder, e que podem ser invocados para muitas
das necessidades religiosas ou sociais que as pessoas imprudentemente imputam a
striga. Não é necessário ir até uma leoa selvagem para provar alguma coisa que
poderia ser provada indo ao zoológico ou adotando uma gata doméstica.
Iniciados
ou não, é urgente desenvolver essa consciência em relação às bruxas primordiais,
quaisquer que sejam os nomes dados a elas em cada tradição. O bom senso
tradicional demanda: que se evite citá-las sem necessidade; que não se use o
nome delas como vantagem pessoal (isso inclui evitar ficar se proclamando
publicamente como alguém que possui esse vínculo com elas); que se busque pagar
o que for devido a elas sempre que isso for noticiado de forma comprovada e
segura pelos oráculos e espíritos tutelares; que se respeite profundamente o
poder de criação e destruição da natureza feminina; e que não se trate nada
referente a elas como objeto de experimentação criativa ou improviso.
Já
tendo visto mais do que gostaria o que pode acontecer com quem quebra essas
prescrições (ou negligencia a necessidade de corrigir as próprias ações a
respeito), eu peço e continuarei pedindo aos meus – sejam aprendizes,
iniciados, irmãos de comunidade, amigos ou parentes, e por que não leitores?
– que tenham consciência sobre a seriedade do tema.
A
simbologia da STRIX é maravilhosa e terrível.
O
que ela pode causar a quem provoca sua ira também.
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